APRESENTAÇÃO
Dando
conclusão ao Estágio Supervisionado do Curso de Formação Especial Docente,
Licenciatura em História tendo em vista a necessidade de uma experiência
prática onde foram aplicados grande parte dos fundamentos aprendidos ao longo
dos módulos e temas teóricos com os princípios estudados, agora trabalhando em
sala de aula, momento em que aliou-se a teoria à prática, demonstrando, assim,
o quanto é enriquecedor e importante esta etapa na formação acadêmica e
profissional do futuro docente.
O Estágio
Supervisionado foi realizado nas turmas finais do ensino fundamental da Escola,
Maria Maricelma Oliveira Cruz localizada à Rua Deusdete Medrada Município de
Mucajai Estado de Roraima. Com a carga horária de 300 horas, distribuídas em,
150 horas de observação, 100 na prática atividades de docência na disciplina em
História que busquei habilitação e nas 50 horas de elaboração do Trabalho de
Conclusão de Curso, teve início no dia 18 de Março de 2011 e terminou no dia 07de
Julho de 2011, com carga horária semanal de 20 horas aulas.
O
estágio foi um momento de fundamental importância no processo de formação Profissional.
Constitui-se em um treinamento que possibilitou vivenciar o aprendido na
Faculdade, tendo como função integrar as inúmeras disciplinas que compõem o
currículo acadêmico, dando-lhes unidade estrutural e testando lhes o nível de
consistência e o grau de entrosamento.
Por
meio dele percebem-se as diferenças do mundo organizacional e exercita sua
adaptação ao meio educacional.
O
estágio foi como uma “janela do futuro” através da qual antevê o modo de viver.
Foi uma passagem natural do “saber sobre” para o “saber como”; um momento de
validação do aprendizado teórico e prático em confronto com a realidade.
O
Estágio Supervisionado foi cumprido de forma eficiente o papel de elo entre o Mundo
acadêmico e profissional ao possibilitar a oportunidade de conhecimento da
administração, das diretrizes e do funcionamento das organizações e suas inter-relações
com a comunidade escolar.
A
realização do estágio foi um incentivo como forma de aproximar-nos das necessidades
do mundo do trabalho, criando oportunidades de exercitar a prática Profissional,
além de enriquecer e atualizar a formação acadêmica desenvolvida no curso de história.
O Estágio
Supervisionado teve como objetivo observar e aplicar os conhecimentos
adquiridos nas disciplinas estudadas, bem como confrontá-los com a prática
pedagógica propriamente dita, buscando firmar uma prática significativa, descrevendo as atividades durante o período de estágio, apresentando
uma visão geral dos procedimentos realizados com o material técnico, está foi
uma oportunidade para desenvolver, na prática, os conhecimentos adquiridos no
curso. Que serviram para o maior e melhor aprimoramento profissional.
O aprendizado adquirido durante o período de estágio curricular com
certeza foi de grande valia para toda a vida profissional, deixando-me pronta para
concorrer no mercado de trabalho oferecido.
Este
relatório é composto da descrição das observações e das experiências
vivenciadas no período de regência em sala de aula que ao longo de toda vida baseia-se em quatro pilares: aprender a
conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser.
Aprender
a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a
possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que
também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades
oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.
Aprender
a fazer, a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional, mas, de
uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar
numerosas situações e a trabalhar em equipe. Mas também aprender a fazer no
âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos
jovens e adolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou
nacional, quer formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o
trabalho.
Aprender a viver juntos desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção
das interdependências - realizarem projetos comuns e preparar-se para gerir
conflitos - no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da
paz.
Aprender a
ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada
vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade
pessoal. Para isso, não negligenciar na educação nenhuma das potencialidades de cada
indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão
para comunicar-se.
Numa altura
em que os sistemas educativos formais tendem a privilegiar o acesso ao
conhecimento, em detrimento de outras formas de aprendizagem, importa conceber
a educação como um
todo. Esta perspectiva deve, no futuro, inspirar e orientar as reformas
educativas, tanto em nível da elaboração de programas como da definição de
novas políticas pedagógicas.
Lembrando as
tendências sócias interacionista do processo de ensino-aprendizagem.
Encontram-se
descritas neste trabalho as observações não só do processo em sala de aula,
como também, do ambiente escolar como um todo. Dentro deste pressuposto,
procurou-se conviver e observar uma forma de direcionar a prática pedagógica
como uma ação sustentada em fundamentos que englobam uma linha filosófica de
aprendizagem e sua efetividade.
2.
CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
A
Escola Maria Maricelma foi criada pelo decreto nº 5.528 de, 05 de novembro de
2003, localizada na: Rua Deusdete Medrada, s/n no bairro Sagrada Família neste
município. Na gestão do governador do estado Francisco Flamarion Portela, a
escola recebeu este nome em homenagem a professora Maria Maricelma, que em vida
foi um grande exemplo durante sua prática docente. É uma instituição mantida
pelo Estado de Roraima lembrando que está em fase de transição e que estão
trabalhando em parceria, Estado e Município, com corpo docente composto por
profissionais concursados em áreas específicas, muitos com nível superior
completo ou em fase de conclusão, além de coordenadores pedagógicos. Oferece
Ensino Infantil e Fundamental (1ª a 8ª séries) nos turnos da manhã e tarde. ’
Funciona
em um espaço amplo com pátio onde são realizados os eventos. As salas são
amplas, e arejadas; paredes e iluminação precisam de reparos bem como suas
instalações sanitárias (banheiros); etc.
Bebedouros
com higienização adequada há mesas adequadas para professores, com exersão das
carteiras para os alunos não são conservadas e nem em quantidade suficiente
para todos, Não possui refeitório e a cantina é pequena com uma janela por onde
é distribuída a merenda. Também possui laboratório de informática com cursos de
inclusão digital para professores alunos e comunidade, possui uma sala
multifuncional, que também serve como sala de vídeo com TV e DVD. Possui ainda
secretaria, sala da direção e dos professores.
Nos
finais de semana funciona um núcleo da faculdade FACETEN – Faculdade de Ciências
Educação e Teologia do Norte do Brasil.
Existe
ampla quantidade de livros fornecidos pelo MEC, mas pouco utilizados pelos
professores como recurso. Como já discriminado, a iluminação do pátio à noite é
insuficiente. A escola possui duas entradas sempre vigiadas e existe uma pessoa
encarregada pela inspeção e observação da área escolar.
2.1 CORPO DOCENTE
Com um
número significativo de professores para todas as disciplinas, muitos cursando
e outros com ensino superior completo, sendo um total de (trinta e seis) professores,
assim distribuídos: São concursados a maioria possuem nível superior e outros estão cursando, alguns formado em outras áreas
especificas, e são distribuídos de acordo com a necessidade.
2.2 CORPO DISCENTE
A
clientela da instituição campo de estágio é composta por alunos de classe diversificada, constituída por uma mescla
social e cultural , que residem em bairros adjacentes à instituição que está
localizada no bairro Sagrada Família da cidade de Mucajai. Alguns destes
necessitam de transporte escolar para chegar à escola.
Todo
investimento humano, afetivo e profissional é direcionado diariamente em prol
do aluno, que é o bem maior, a razão da
existência da escola.
3.
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO
3.1 PLANEJAMENTO
O Projeto
Político Pedagógico se encontra em andamento estando com a direção à disposição dos professores e
também da comunidade.
O
Planejamento Anual indica as diretrizes da relação dos conteúdos, objetivos e
metodologias para a execução de cada disciplina.
A
Proposta Pedagógica da Unidade é elaborado no inicio do ano letivo elaborou-se o planejamento das
aulas nas reuniões pedagógicas com a orientação dos coordenadores, participação
dos professores e da direção.
Foi um
momento de reflexões sobre a prática educativa e onde se fez questionamentos em
relação aos índices de evasão escolar suas origens e motivações.
A
Escola entende a importância da parceria com a família, por isso procura
envolvê-la de diversas formas, co-responsabilizando-a no processo de
aprendizagem dos educando.
Os
projetos desenvolvidos possuem registro de elaboração, e execução constada nos
diários e relatórios realizados pelos
docentes. Em conversa com alguns docentes ficou claro a parceria, a ferramenta
do Plano de Curso e a aplicação de projetos às disciplinas afins e sua
aplicação questionável.
Durante
o planejamento trabalhou-se os conteúdos específicos à cada área, mas sem
nenhuma menção aos recursos a serem utilizados e como seriam utilizados, como
também, as referências bibliográficas consultadas.
Apesar
de existir livro didático com especificidade na disciplina de história os
livros existentes são poucos utilizados pelos professores.
Existem
alguns recursos visuais, além do quadro magnético. Há também a disponibilidade
de material didático, e pedagógico e outros para ser utilizado em algumas ocasiões,
sendo explorado pelos alunos e professores.
3.2 OBSERVAÇÃO E CO-PARTICIPAÇÃO
Um
período onde tudo o que acontece é novidade, principalmente para estagiários
mesmo já tendo experiência em sala de aula. É um momento muito enriquecedor
para todas as partes envolvidas, pois, é onde professores, estagiários e alunos
estão se encontrando pela primeira vez, então é natural que haja um clima novo,
de descoberta ou mesmo, de incertezas e dúvidas que ao longo do Estágio vai se
quebrando e quando o trabalho está no ápice do desenvolvimento, é hora de
encerrar.
Durante
essa etapa, percebi que o professor-regente não tem muitos recursos, trabalha
de forma habitual muito rústica, ou seja, algumas vezes ditava outras usava o
quadro e os alunos escreviam. Usou vídeos outros tipos de dispositivo, fez
alguns painéis e aconteceram também algumas palestras já com a participação dos
estagiários. Percebeu-se que apesar de todas as dificuldades existentes houve
interação, interesse e aprendizado.
3.3 REGÊNCIA
Todas
as etapas do Estágio Supervisionado foram importantes e enriquecedoras, mas
nenhuma delas se compara aos momentos mágicos vividos numa sala de aula que, apesar
da quantidade de alunos, requereu muito
do estagiário.
Encarar
frente a frente toda a dialética educacional, os problemas, como atrasos, o
cansaço visível na face da maioria dos alunos.
Além
disso, foi muito prazerosa a troca de conhecimentos, a atenção que
disponibilizaram cada um do seu jeito, para melhor compreensão dos assuntos e
dos temas abordados, embora uma pequena parte, ou seja, dois (02) ou três (03)
alunos que em alguns momentos precisaram ser chamados a atenção.
Pode-se
também observar que o retorno foi satisfatório não apenas pelo aprendizado,
mais também pelos gestos de aceitação,
pelo retorno dado a cada atividade aplicada em sala de aula, via-se que a
recíproca era verdadeira, uma vez que foi entregue no último dia do referido
Estágio um questionário para a avaliação do trabalho dos estagiários que está
anexado a este relatório e o balanço do mesmo foi muito satisfatório.
No
começo os alunos ficaram meio desconfiados uma vez que o professor estava sendo
substituído por estagiários. Iniciado os
trabalhos e com o andamento das aulas foram adaptando-se à metodologia aplicada
ao longo das aulas.
Procurou-se
elaborar aulas diferenciadas que despertassem a curiosidade e atenção dos
mesmos; percebeu-se também o interesse cada vez maior, a interação com os
assuntos abordados e a relação de amizade com os estagiários, explícitos nas
palavras de apoio, nos elogios e o carinho demonstrado nesse período.
As
atividades dadas em sala de aula, as pesquisas encomendadas foram realizadas
com êxito por parte dos discentes, criou-se ainda, um laço afetivo muito forte,
fato que proporcionou o sucesso no processo de ensino-aprendizagem bem como o
reconhecimento do trabalho, empenho e profissionalismo dos estagiários.
No primeiro
dia sempre dá um "frio na barriga", os olhares como quem diz:
"já vem esses aí mudar tudo", assusta um pouco os alunos já
acostumados com a didática do professor e a dinâmica das aulas ministradas,
lembro quando um desses alunos disse: "chegou gente nova no pedaço” nos
dias seguintes com a introdução dos assuntos e as dinâmicas aplicadas os alunos
foram gostando do jeito diferenciado de passar as aulas e conseqüentemente
aprendendo a matéria.
Nas
aulas posteriores notava-se o explicito interesse e a interação
"rolava" cada vez melhor, os alunos se ofereciam para ajudar a buscar
livros, televisores, papeis e outros materiais que fossem ou seriam utilizados
na aula, além das pesquisas sempre que solicitadas pelos estagiários e ainda a
participação cada vez mais calorosa por parte dos mesmos.
Não
houve contratempo, portanto, não tivemos problemas com falta de alunos ou mesmo
as quedas ou faltas constantes de energia elétrica ocasionadas no período
chuvoso.
Os
professores da sala José Ribeiro, e a Professora Valéria sempre muito
prestativos, e simpáticos se colocaram
sempre a disposição para sanar qualquer problema ou dúvidas que fossem
surgindo, além disso, todos os profissionais da escola estavam à disposição e
sempre que solicitados atenderam de forma muito gentil, sejam porteiros,
zeladoras, merendeiras, diretores, secretários enfim, todos estavam inseridos nesse processo de
ensino-aprendizagem.
Além
do mais, as merendeiras caprichavam cada vez mais, na merenda e a cada dia era
uma delicia, entre professores e estagiários na cantina e na sala dos
professores eram cada vez mais amistosos e alegres, melhor do que este estagio
só outro.
4.
APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
Analisando
o Estágio Supervisionado, por meio de suas etapas, desde a observação passando
pela co-participação até a sua culminância na regência, verificou-se quão
complexo e cheio de por menores é a sua consumação, como a parte burocrática
dos papéis (documentos), os planejamentos dentro e fora dela, planos diários,
planos de ação, tudo isso se torna um tanto complicado. É como juntar peças de
um grande quebra-cabeça que é o estágio em toda a sua estrutura.
Sua
complexidade vai muito além de suas respectivas etapas e planos documentais.
O
balanço é bastante positivo levando em consideração a experiência frente à ação
docente. O resultado superou as expectativas uma vez que as partes envolvidas,
professor-regente, alunos e estagiários, saíram satisfeitos.
Segundo
Navarro (2000) as diversas temáticas envolvendo os estágios supervisionados,
contribuem para uma base sólida para a formação dos profissionais da educação
apesar das dificuldades, considerando que nem sempre os professores e
estagiários tem clareza sobre os objetivos que orientam suas ações no contexto
escolar e no meio social onde se inserem, sobre os meios existentes para
realizá-los, sobre os caminhos e procedimentos a seguir, ou seja, sobre os
saberes de referência de sua ação pedagógica, faz sentido investir no processo
de reflexão nas e das ações pedagógicas realizadas nos contextos escolares (NAVARRO,
2000 apud PIMENTA e LIMA, 2004).
As
atividades que articulam as ações pedagógicas são:
As
interações entre professores, os alunos e os conteúdos educativos em geral para
a formação do humano;
As
interações que estruturam os processos de ensino-aprendizagem;
As
interações nas quais se atualizam os diversos saberes pedagógicos do professor
e dos quais ocorrem os processos de reorganização e ressignificação de tais
saberes.
As autoras defendem uma nova postura, uma
redefinição do estágio, que devem caminhar para reflexão a partir da realidade.
Na
direção desse aprofundamento Pimenta (1994), partindo de pesquisas realizadas
em escola de formação de professores, introduz a discussão de práxis, na
tentativa de superar a decantada dicotomia entre teoria e prática.
Conclui
que o estágio ao contrário do que se propugnava, não é atividade prática, mais
teórica, instrumentalizadora da práxis docente, entendida esta como atividade
de transformação da realidade. Nesse sentido, o estágio curricular é atividade
teórica de conhecimento, fundamentação, diálogo e intervenção na realidade,
esta, sim, objeto da práxis. Ou seja, é no contexto da sala de aula da escola,
do sistema de ensino e da sociedade que a práxis se dá.
Analisando
o estágio como um todo não foi difícil realizá-lo, pois, mesmo se tratando de adolescentes notava-se grande
interesse e atenção em relação as aulas aplicadas com exerssão de alguns o que
ajudava a melhorar cada vez mais o trabalho em sala de aula.
Alem
disso, não foram encontrados problemas no decorrer da regência, fato que
culminou no sucesso deste Estágio.
5.
CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
Se
colocados na balança, percebe-se que foi bastante positivo os resultados
obtidos com o Estágio Supervisionado principalmente no que tange a motivação
dos discentes, o interesse pelas aulas, que foram bastante produtivos,
despertaram e saciaram a sede dos alunos em busca de tais conhecimentos.
A cada
dia um momento diferente, acontecimentos que envolviam os alunos e que chamavam
a atenção para as aulas, como as palestras e vídeos, as leituras
compartilhadas, bem como as confecções de painéis, dentre outras ações.
Um
fator de extrema importância que fora notado ao longo deste período é que a
professora tinha certa dificuldade em determinados momentos de controlar alguns
alunos em conversas paralelas que atrapalhavam o desenvolvimento das aulas.
Dessa
forma, sugere-se um trabalho com os professores para que tais fatos não
aconteçam que tenham mais firmeza na hora de passar conteúdos e de chamar
atenção dos alunos para que não fiquem dispersos a fim de atrapalharem o bom
andamento das aulas.
O Estágio Supervisionado é uma
parte do currículo muito importante na formação do futuro professor porque é a
oportunidade de experimentar e realizar, na prática, o conhecimento teórico
adquirido no decorrer da sua formação acadêmica.
No entanto, a apreensão e a ansiedade no início são
normais, devido a pouca experiência, e a responsabilidade de realizar um bom
trabalho. Contudo, a integração com a direção, com as professoras regentes e
principalmente com os alunos possibilitou o bom andamento desse estágio.
O estágio como experiência foi uma oportunidade de
aprofundar os conhecimentos e a capacidade criativa na resolução dos impasses
encontrados durante esse período. É claro que o estágio não foi perfeito,
equívocos ocorreram, mas estes também fazem parte do processo de aprendizagem.
Dessa forma, durante todo esse processo, e até mesmo ao
elaborar o relatório escrito foi possível construir um conhecimento novo,
resultante da análise das informações obtidas pela observação, pela teoria,
pela experiência, enfim, existente no estágio.
Com
este estágio ganhei mais certezas quanto ao que quero fazer no futuro e, mais
do que isso, serviu para perceber o prazer que pode ser trabalhar na educação. Acredito que
o melhor foi dado durante o
estágio, cresci emocionalmente e a nível
profissional, que evoluí como educadora.
Sei
que com tudo o que realizei contribuí positivamente para uma melhor qualidade
de ensino e não podia deixar de
me sentir orgulhosa com a confiança que vários profissionais depositaram em mim.
Pude,
ainda, perceber que, na realidade, “esta
profissão exige de quem a escolhe um envolvimento e uma dedicação particulares e
pelo fato de significar bem mais do que uma atividade ou emprego na vida de
seus profissionais, ela gera um estilo de vida e uma visão do mundo cientifica.
Assim,
e apesar das críticas que possam ser feitas à classe educadora, pois o educador
é muitas vezes encarado como “uma
espécie de plural, que é um pluralismo pela
‘sociedade’ em termos de sua representação ética, com tudo o que aprendi, quer durante o curso quer durante o estágio na
escola, só posso me sentir realizada por ter escolhido esta
profissão. Em jeito de conclusão...
O fato
de ter vivido grandes experiências, uma atrás da outra, deixou-me sem
capacidade para perceber até que ponto teria gostado ou não, aprendido ou não,
mas sobretudo, valorizado o tempo que passei na escola, entre abril a
julho deste ano. Agora que termino o meu relatório
de estágio, e que voltei a reviver os tempos que ali passei, não podia deixar
de partilhar com vocês o que significou... Para as crianças o
mundo é um enorme parque de diversões cheio de coisas fascinantes, que provocam
o olhar, tudo é um convite, e nós na qualidade de acadêmicos e futuros
professores temos que estar preparados para utilizar essas armas a nosso favor.
Somos nós que construiremos uma base para essas crianças, designaremos o certo e
o errado, a fim de deixá-los preparados para enfrentar esse desafio da vida
prática. Acho que assim em jeito de conclusão... Isto diz muito!
Espero
conseguir transmitir o prazer que me deu...
Mas espero, sobretudo, continuar a querer olhar
em frente, sempre em frente e acreditar naquilo que me preenche, que me
realiza, que me faz continuar a querer/ser educadora. Como alguém me disse um
dia...
E ainda que a
desilusão, mais cedo ou mais tarde, acabe por chegar... Espero nunca me deixar
vencer por ela... Aqui fica, então, A CONCLUSÃO Recomenda-se uma
iluminação mais adequada, e organização da biblioteca com a presença de uma
pessoa responsável pela organização e manutenção do acervo, que é significativo
para a instituição.
6.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
PIMENTA, Selma
Garrido; Lima, Maria Socorro Lucena. Estágio de docência. São Paulo:
Cortez, 2004.
RIBEIRO, Lourdes
Eustáquio Pinto. Para casa ou para sala?. São Paulo: Didática Paulista,
1999. (Proposta didática de alfabetização)
SAMPAIO,
Francisco Azevedo de Arruda. Caminhos da ciência: uma abordagem sócia
construtivista. São Paulo: IBEP, 1998.
Pcns, de história na escola: Caminhos e Descaminhos para a construção da cidadania / Rodrigo Biagini Costa. Marília, 2010.
ANEXOS
ANEXO A –
Plano de Ação do Estágio Supervisionado nas Séries Finais do Ensino Fundamental
ANEXO B –
Planilhas de Freqüência
ANEXO C –
Avaliação do Estagiário pelo professor-regente
ANEXO D –
Planos de Curso, Unidade e de Aulas
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